Quando o sistema que decide o futuro dos nossos filhos revela falhas básicas de organização, o problema deixa de ser técnico e passa a ser uma questão de confiança.
A deslocação do centro de gravidade da política portuguesa para a direita já não é apenas uma tendência eleitoral. É uma realidade institucional. PSD e Chega têm votos para reescrever a lei fundamental.
Em momentos de crise, raramente discutimos apenas o que aconteceu. Discutimos o que escolhemos ver,
o que deixamos passar e o que protegemos por reflexo. Entre a crítica política e a empatia imediata,
há linhas fundamentais que cruzamos sem notar.